<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-7344813</id><updated>2011-04-21T19:52:35.348-03:00</updated><title type='text'>ca0s</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://soacomocaos.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7344813/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://soacomocaos.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>luizgabriel_lopes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03679547666898075302</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>61</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7344813.post-117579291637656095</id><published>2007-04-05T14:07:00.000-03:00</published><updated>2007-04-05T14:08:36.376-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>pelo contínuo do passo, o aberto:&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.lugarembranco.blogspot.com"&gt;www.lugarembranco.blogspot.com&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7344813-117579291637656095?l=soacomocaos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7344813/posts/default/117579291637656095'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7344813/posts/default/117579291637656095'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://soacomocaos.blogspot.com/2007/04/pelo-contnuo-do-passo-o-aberto-www.html' title=''/><author><name>luizgabriel_lopes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03679547666898075302</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7344813.post-117579249989482132</id><published>2007-04-05T13:58:00.000-03:00</published><updated>2007-08-11T22:37:07.953-03:00</updated><title type='text'>coisas rasgadas</title><content type='html'>Nove canções.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Existe agora em mim uma canção que pulsa.&lt;br /&gt;A dúvida, e a dor de sabê-la, como a certeza do ser inevitável do tempo,&lt;br /&gt;do ritmo básico da existência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Encontrei por esses dias fotos rasgadas.&lt;br /&gt;Lugares vazios, vestígios desordenados, sem nome.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Os nomes, as coisas, sua ordem nos dias...)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Estou sujo.&lt;br /&gt;Atravessado por todas as ruas da cidade,&lt;br /&gt;as inacessíveis, com o mistério das coisas por baixo,&lt;br /&gt;mesmo quando em casa, enclausurado e vago,&lt;br /&gt;quando profundamente angustiado por uma pequena coceira nas mãos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ando pela cidade. Choro&lt;br /&gt;debaixo da luz dos postes nas folhas das árvores,&lt;br /&gt;infinita.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Quis tirar fotografias, mas a vontade não foi suficiente.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Encontrei por essas horas poemas rasgados:&lt;br /&gt;- A força invencível do mundo...&lt;br /&gt;- Cada palavra...&lt;br /&gt;Como a explosão de um possível dilacerado:&lt;br /&gt;o ódio, ou o descaso, ou o tempo,&lt;br /&gt;ou nada.&lt;br /&gt;- Apenas nove canções...&lt;br /&gt;- Faço-me passar por prudente...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Os sobrenomes, e de novo as coisas...)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Existe agora em mim a dor&lt;br /&gt;mínima e infinita&lt;br /&gt;como a daquela cantiga de amor ao vento que dizia&lt;br /&gt;da imensidão cósmica das células,&lt;br /&gt;dizia, dizia...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Existo.&lt;br /&gt;Agora em mim, a dúvida. Pulsa a canção infinita e dolorosa da vida,&lt;br /&gt;infinita, dolorosa.&lt;br /&gt;Não me sei. Não me nomeio sem hesitar.&lt;br /&gt;- De minha natureza...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não me sou, ou quase isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Imagino o plano infinito do tempo, e sempre vem a canção.&lt;br /&gt;Pelas ruas, coisas vagas e perdidas,&lt;br /&gt;apenas o alento melancólico do verde das folhas embaixo dos postes.&lt;br /&gt;Digo: a imagem mais certa de minha cidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quis chorar,&lt;br /&gt;trazer à voz as incertezas, cheguei a querer o conforto covarde de um estado eterno de suspensão, quis chorar em silêncio, com as mãos:&lt;br /&gt;- Sou um homem de belezas efêmeras.&lt;br /&gt;- Sou um homem de dúvidas e nós na garganta.&lt;br /&gt;- Não me sinto forte para suportar os assassinatos do percurso.&lt;br /&gt;- Já quis cantar a canção, imensamente, hoje não me lembro mais.&lt;br /&gt;- Como um lagarto a quem cortam o rabo.&lt;br /&gt;- Os trajetos perdidos, para sempre possíveis dilacerados:&lt;br /&gt;- Em seu lugar...&lt;br /&gt;- Não se engane:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Quais seriam as nove canções?)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Sou um homem de imagens gastas.&lt;br /&gt;- O que da janela vê a mesma tabacaria.&lt;br /&gt;- Descobri, enfim, que...&lt;br /&gt;- Como foi mesmo que começou?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um vômito essencial e substantivo,&lt;br /&gt;urgente&lt;br /&gt;na dor da madrugada em claro.&lt;br /&gt;Meu sangue e minha culpa, por inteiro.&lt;br /&gt;Por inteiro.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7344813-117579249989482132?l=soacomocaos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7344813/posts/default/117579249989482132'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7344813/posts/default/117579249989482132'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://soacomocaos.blogspot.com/2007/04/coisas-rasgadas.html' title='coisas rasgadas'/><author><name>luizgabriel_lopes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03679547666898075302</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7344813.post-117579231908038043</id><published>2007-04-05T13:57:00.000-03:00</published><updated>2007-04-05T13:58:39.080-03:00</updated><title type='text'>do amor e do som</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Quis uma mulher que me amasse na comunhão silenciosa dos corpos, antes da fala, dentro do som. Sabemos que o amor é o que nos põe loucos. Existimos como o verbo incerto, no início. Insistimos na música, mas outra, agora, para que as flores sejam ainda mais flores, dessa vez. Eis o tempo que se desdobra, trôpego: silêncio. Se ainda ontem quis me exaurir pela escrita, é chegado o momento do caminho, a última cor a seguir. Quis a sacralização de uma dor entre mil outras que virão pelo espaço, é possível? Talvez a clausura dos nomes nos sufoque mais uma vez; esqueça o que lhe disse, não importa. É preciso dar conta do silêncio. É preciso saber ouvir a música. Um acorde é como um vestido para o tempo, sabe? Conseguiremos perceber a pré-disposição para as imagens que carregamos no íntimo? Insistimos na música, mais uma vez, como em qualquer motivo abstrato. Que dizer dessa habilidade incompreensível? É o vício. Se nos incomoda a privação, paciência. Deve-se aprender com a violência. Que dizer das anotações de ontem à noite? Diziam do som: é uma das características mais reais do mundo. Sua presença comunica a própria essência de sua sensação pela forma que adquire no tempo. Como se houvesse formas absolutas, traços compositivos à espera de organização, nosso corpo moldando essa absorção. Percebe? Não é o amor. É o som que nos põe loucos. É o vício.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7344813-117579231908038043?l=soacomocaos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7344813/posts/default/117579231908038043'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7344813/posts/default/117579231908038043'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://soacomocaos.blogspot.com/2007/04/do-amor-e-do-som.html' title='do amor e do som'/><author><name>luizgabriel_lopes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03679547666898075302</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7344813.post-117579220319402443</id><published>2007-04-05T13:50:00.000-03:00</published><updated>2007-08-12T00:15:57.620-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;meu amor, a vitória do mundo se contradiz às nossas esperanças, não podemos mais seguir pelo instante inalcançável do tempo futuro, sempre, é certo que o mundo não se mede com estes olhos, o corpo não se mede com sintaxe, talvez haja em nós mais verdade que se possa suportar, as insuficiências, as palavras destituídas de sentido, é duro fugir, talvez o percurso nos exija assassinatos, o mundo se coloca em frente aos nossos corpos, essa memória compartilhada, a imensa memória, carregada de temperaturas, quantas vezes não quisemos morrer às portas um do outro, de frio, chorando pelo abraço indispensável desse mundo quente que foi o nosso, essa redoma de passos incertos e sonos feitos de nuvens, mas a dor é que um dia te verei noutra vida, longe da nossa manta rosa, com outras cortinas e cheiros, esse teu mundo será violentamente outro e em mim morrerá abruptamente um pedaço da carne, seja outra a passagem dos nossos corações no instante em que não se realizarem em nós as antigas promessas de música, nunca foi impossível se debater contra as vozes da morte, eu sei e ainda sinto a dúvida, eu sei excessivamente dos limites da porta da casa; mais uma vez minha vida de longe, meus passos às vezes dolorosos, se alguns dos novos trajetos recuperassem as migalhas e a vontade de deixar ser plantado no eterno novo lugar, inesgotável na memória de nossa co-presença; seremos outros, nos olharemos inevitavelmente mais uma vez, tentando sufocar o calor do corpo por tantos instantes em que o tempo nos incrustou pequenas pedras, o que há de se fazer, meu amor, senão aguardar o juízo da vida dizendo sobre o que um dia cremos ser a verdade para a dor dessa loucura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;reescrita / plágio&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7344813-117579220319402443?l=soacomocaos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7344813/posts/default/117579220319402443'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7344813/posts/default/117579220319402443'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://soacomocaos.blogspot.com/2007/04/meu-amor-vitria-do-mundo-se-contradiz.html' title=''/><author><name>luizgabriel_lopes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03679547666898075302</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7344813.post-116428829804368820</id><published>2006-11-23T11:20:00.000-02:00</published><updated>2006-11-23T11:24:58.073-02:00</updated><title type='text'>cartas para mim mesmo, IV, ou reflexo da música (trecho)</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;vieram nuvens, as mesmas de sempre, ou quase. veio a chuva. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;mais uma vez começo o já conhecido e gasto ciclo de embriagar-me em memórias, de suscitar dúvidas, de tanto e desenfreadamente falar e pensar (nessa ordem), que acabo por construir tantos possíveis quanto parece ser possível. construir, mas não num sentido de acabamento, de detimento e perfeccionismo: é mais uma vez a urgência de minhas horas que me assalta como um tijolo nas costas, aquele tão jovem e já esgarçado despedaço de maturidade que é tudo o que há em mim de maturidade. minha para sempre (para sempre?) incompleta e insaciável fome de palavrear o mundo, de recombinar as vozes que trafegam dentro de mim num outro devaneio qualquer que insisto crer conhecimento. sempre a mesma questão, um oceano de questões.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;há também uma obsessiva necessidade de auto-análise, que também me impele a um monólogo sempre tautológico, insistente. e são tantas as vezes em que me surpreendo, naquele momento epifânico da consciência de algo monstruoso e desesperador escondido por sob as vestes de alguma realidade, numa tentativa que se debate contra si mesma, como num movimento involuntário do pensamento às avessas que paradoxalmente luta contra um impulso inelutável. é a dor das incertezas, das insuficiências que nos atravessam por cada segundo de nossa existência, o último dos caminhos ou a primeira das fraquezas, diria um livro que eu jamais teria escrito, uma canção qualquer por entre as janelas de uma única rua. ponho-me a compartilhar canções com quem não posso, ou não devo, na obscenidade velada de um íntimo desfeito de súbito. estranha sensação que arrebenta a clausura dos nomes, algo que caminha entre os já íntimos momentos de dor e de prazer, mas com uma discrição tão consistente que torna impossível qualquer atitude prudente, ou que o valha. prudência ou dúvida, é a cegueira de algo profundamente entranhado nas carnes, contra o qual se tenta mas talvez não se possa lutar, essa mesma vontade que não deixa de ser forte por ser tímida, constante como uma goteira. é a latência, o afã da semente, a fúria do ovo em vias de luz. será mesmo a memória fogo? será mesmo todo esse exercício, ou melhor, essa tentativa de exorcismo, um caminho de mão única, com uma só luz ao fim? haverá mesmo um fim? escolhas, tantas, vozes em idiomas que não nos dizem verbos conhecidos, mas cujos sotaques nos tocam ao fundo da nuca e nos arrepiam toda a superfície. ponho-me a discutir comigo mesmo, a escrever sem saber onde chegar mas simplesmente para tentar vislumbrar algum caminho conhecido e que traga conforto. têm me sido, talvez, por demais duros os trajetos a que tenho me proposto. talvez sinta falta daquele "pouco de frio", de uma dimensão que me traga uma vertigem corpórea, simplesmente. afetos que me toquem na pele. tantas as vozes que se embaralham por sobre minha música, e quaisquer que sejam as imagens que busco no mundo ainda há uma arrogante e insistente recorrência de um mesmo olhar, de cheiros conhecidos no íntimo que não se deixam tragar facilmente pelo vento. "deus, quanto desacato à subversão dos poetas!", diriam amigos em outras épocas. submersão em oceano único, voz minha que só faço ouvir a poucos...  nossos dramas, tramas infindáveis de pedaços de sonho e cor emaranhados em pensamento e carne, e toda essa matéria invisível que um dia nos deu o céu e hoje nos leva a lugares tão escuros e frios... é uma voz distante que nos chama a viver, minha amiga. são as eternas danças de cada trajeto, bailado lúdico de nossas aflições, que teimam em não ceder aos acessos que vêm de nossa alma racional. penso em ti como penso numa pedra, numa canção, compartilhando no íntimo uma vivência de tempo que é ao mesmo tempo própria da eternidade das montanhas e da efemeridade dos blocos de sons, sendo prisioneira dessa vivência como somos prisioneiros de nossa fala. de nossa música, da música do mundo que nos constitui.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;juraria que não distingo em meu íntimo o realmente sentido e o profundamente fabulado; juraria até mesmo que talvez não mais saberia cantar aquelas canções, de um tempo sobre o qual me debruço hoje com nostalgia e alguma dor. é possível, e nisso me empenho em acreditar, que o atual estado de minha alma (e também da tua, de certa forma), seja fruto desse interstício cruel entre as épocas, do espaço vazio que há entre dois corpos justapostos no tempo, um certo tempo, um certo lugar. eloquência e força dessa engenhosa geometria dos acasos que nos fez viver e conviver com uns, e não outros. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;juraria que posso chorar, mas evito fazê-lo pela descrença no poder de minha dor. há que se ter uma crença em algo que olhe por nós, pequenas partículas de tempo que somos: que venham bons ventos, é o que desejo e pelo que rezo. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7344813-116428829804368820?l=soacomocaos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7344813/posts/default/116428829804368820'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7344813/posts/default/116428829804368820'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://soacomocaos.blogspot.com/2006/11/cartas-para-mim-mesmo-iv-ou-reflexo-da.html' title='cartas para mim mesmo, IV, ou reflexo da música (trecho)'/><author><name>luizgabriel_lopes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03679547666898075302</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7344813.post-116134854192042645</id><published>2006-10-20T09:46:00.000-03:00</published><updated>2007-08-12T00:04:17.877-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Uma arquitetura, não a dos ângulos concretos mas a dos galhos secos contra o céu nublado em cinza, sua delicada geometria e uma perspectiva dos trajetos que nos circundam. Caminhar, só. Um hiato, as janelas. Tempo em si. A alma, o corpo, os dias. Como nos encontros que forjamos, ou no sono da cidade. Caminhar, e os sons. As vidas alheias transcorrendo ao acaso. Um objeto perdido pelo tempo. Uma pergunta voando pela esquina. Um respiro qualquer, o espaço em mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seria belo se o silêncio invadisse a cidade.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7344813-116134854192042645?l=soacomocaos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7344813/posts/default/116134854192042645'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7344813/posts/default/116134854192042645'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://soacomocaos.blogspot.com/2006/10/se-o-silncio.html' title=''/><author><name>luizgabriel_lopes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03679547666898075302</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7344813.post-115888463182989696</id><published>2006-09-21T21:17:00.000-03:00</published><updated>2007-08-12T00:03:48.671-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>pois que mais uma vez vem uma escrita vomitada, de um outro momento ou quase, escritura para sempre inconclusa de vaguidões entrelaçadas com a música do mundo, o tempo, a medida exata das vozes estilhaçadas, ou a noite, poema incompleto incandescente, talvez motivo de uma única nota, porém. ou as horas, a música entrelaçada com suas próprias imagens, o vômito permanente e compulsivo de algo que não consegue calar-se, de um vício como os pontos de fuga de uma eternidade de espelhos. a escrita atropelada por qualquer movimento na espessura primeira do espaço, ou a última.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7344813-115888463182989696?l=soacomocaos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7344813/posts/default/115888463182989696'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7344813/posts/default/115888463182989696'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://soacomocaos.blogspot.com/2006/09/qualquer-cdigo-ou-nunca.html' title=''/><author><name>luizgabriel_lopes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03679547666898075302</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7344813.post-115685524530051453</id><published>2006-08-29T09:36:00.000-03:00</published><updated>2007-08-16T11:12:26.603-03:00</updated><title type='text'>o último dos violetas</title><content type='html'>Uma mulher com quem comer e dormir&lt;br /&gt;E que seja a própria sensação da vida&lt;br /&gt;respirada numa explosão do último dos violetas.&lt;br /&gt;Corpórea, e materializada no instante do abismo entre os corpos&lt;br /&gt;e que venha ser o outro lado de um silêncio pontuado de música,&lt;br /&gt;uma mulher com quem beber e falar, longamente,&lt;br /&gt;com quem riscar as palavras do poema véspera de um tempo planificado,&lt;br /&gt;com quem ignorar o mundo, e sê-lo, ao mesmo tempo,&lt;br /&gt;na imensidão cósmica das células.&lt;br /&gt;Uma mulher com quem compartilhar o frio de uma praça,&lt;br /&gt;onde a noite é toda cinema,&lt;br /&gt;e que explique a vida pela imagem de uma árvore florida.&lt;br /&gt;Uma mulher com quem viver em eterno adoecer-se e curar-se das dores do mundo,&lt;br /&gt;com quem experimentar o vento e o cansaço como deuses,&lt;br /&gt;e de quem nada esperar a não ser a presença incerta&lt;br /&gt;e com quem desnudar cheiros, e sorver tardes, e caminhar&lt;br /&gt;e que talvez seja uma mulher-instante, apenas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E que talvez seja uma mulher-instante, apenas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7344813-115685524530051453?l=soacomocaos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7344813/posts/default/115685524530051453'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7344813/posts/default/115685524530051453'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://soacomocaos.blogspot.com/2006/08/o-ltimo-dos-violetas.html' title='o último dos violetas'/><author><name>luizgabriel_lopes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03679547666898075302</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7344813.post-115625063078509123</id><published>2006-08-22T09:43:00.000-03:00</published><updated>2007-08-11T23:53:13.245-03:00</updated><title type='text'>sobre título e auto-crítica</title><content type='html'>pois que um ciclo para sempre inconcluso, o poema, foram as dores uterinas, aquelas manhãs de um mês qualquer há alguns anos atrás, foram as cores de uma noite anônima, o poema regurgitado infinitamente, foram os cheiros de umas poucas ruas, algumas flores, uma lucidez destrutiva, talvez?, imenso poema de todas as vozes do mundo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7344813-115625063078509123?l=soacomocaos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7344813/posts/default/115625063078509123'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7344813/posts/default/115625063078509123'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://soacomocaos.blogspot.com/2006/08/sobre-ttulo-e-auto-crtica.html' title='sobre título e auto-crítica'/><author><name>luizgabriel_lopes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03679547666898075302</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7344813.post-115592099840856189</id><published>2006-08-18T14:07:00.000-03:00</published><updated>2007-08-11T23:48:20.195-03:00</updated><title type='text'>a rua o homem e a ciranda dos nomes</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;cenário: homem estendido sobre a cidade&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;deitar amor sobre a cidade,&lt;br /&gt;como a uma mulher jovem,&lt;br /&gt;em fôlego amor entrecortado transbordado&lt;br /&gt;nos poros, olhos,&lt;br /&gt;na volúpia do gesto,&lt;br /&gt;no sopro tênue das peles,&lt;br /&gt;a cidade é uma mulher jovem, a quem amo&lt;br /&gt;- a cidade, eu, um corpo&lt;br /&gt;amor sobre a cidade,&lt;br /&gt;como à própria irmã, fruto igual, prolongamento&lt;br /&gt;da matéria uterina&lt;br /&gt;da matéria dúbia&lt;br /&gt;de dor primeira e conforto último, a cidade&lt;br /&gt;descolamento de tempo&lt;br /&gt;- a cidade, o corpo&lt;br /&gt;deitar à cidade,&lt;br /&gt;como à própria mãe, à carne expelida, os nódulos originais,&lt;br /&gt;volumes superfícies absolutas de mesma cor&lt;br /&gt;- eu mesmo&lt;br /&gt;deitasse a ela, como à própria filha,&lt;br /&gt;invenção obsessiva, temperatura compartilhada, extensão,&lt;br /&gt;potência violenta,&lt;br /&gt;descontrole de que o amor não dá conta&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(a cidade vive, para além de mim)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- um só corpo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;sobre a cidade, deitamo-nos, há amor&lt;br /&gt;como ao seio de uma mulher,&lt;br /&gt;da própria irmã,&lt;br /&gt;da própria mãe,&lt;br /&gt;da própria filha;&lt;br /&gt;- um só espírito.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7344813-115592099840856189?l=soacomocaos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7344813/posts/default/115592099840856189'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7344813/posts/default/115592099840856189'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://soacomocaos.blogspot.com/2006/08/um-homem-deitado-sobre-cidade.html' title='a rua o homem e a ciranda dos nomes'/><author><name>luizgabriel_lopes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03679547666898075302</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7344813.post-115187305311136246</id><published>2006-07-02T17:42:00.000-03:00</published><updated>2007-08-12T00:04:48.528-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>E quando nesses momentos, em que a cidade é toda cinzas, pétalas e alguns pombos perdidos, mínimas fissuras de meio fio e memória, perímetro constantemente atualizado e uma imensa sede por flutuar pelas bifurcações possíveis de cada próxima esquina. Sempre quando nesses momentos, cada domingo atemporal de semáforos distraídos, os minutos antigos naquela mesma rua (grande ritornelo dos trajetos). Quando foi mesmo que começou? Quando foi que deixou de ser, e passou a ser? Quando, mesma imagem reenquadrada, cropada, os quadros dentro do quadro - infindáveis quandos. Sempre, e quando desses momentos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7344813-115187305311136246?l=soacomocaos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7344813/posts/default/115187305311136246'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7344813/posts/default/115187305311136246'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://soacomocaos.blogspot.com/2006/07/sempre-quando.html' title=''/><author><name>luizgabriel_lopes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03679547666898075302</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7344813.post-115134917904861888</id><published>2006-06-26T16:10:00.000-03:00</published><updated>2008-01-05T00:41:13.878-02:00</updated><title type='text'>o chá o gole as costas o chá</title><content type='html'>Cada gole de chá era um pequeno lampejo do que foi nossa vida, garganta abaixo.&lt;br /&gt;Cada pequeno pedaço de tempo, interminável como as vozes roucas do momento anterior ao choro, do instante tremido da fotografia, um silêncio precedido de uma flauta, cada vapor do pequeno copo de chá, e o caminho a importar menos e menos, cada adiar do último gole era um cheiro das tuas costas, e lentamente um desaquecer do chá, cada resto de gole decantado no fundo do copo era um final de canção, ódio docemente melancólico, e as linhas do caminho eram invisíveis ao gosto do chá que ficara na boca, melancolia pontual e intrínseca, quase confortante, como vozes pequenas e mornas, como um gole inseguro e morno do pequeno chá amarelo.&lt;br /&gt;Cada gole de chá era um pequeno cheiro das tuas costas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7344813-115134917904861888?l=soacomocaos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7344813/posts/default/115134917904861888'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7344813/posts/default/115134917904861888'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://soacomocaos.blogspot.com/2006/06/o-ch-o-gole-as-costas-o-ch.html' title='o chá o gole as costas o chá'/><author><name>luizgabriel_lopes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03679547666898075302</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7344813.post-114951269962314562</id><published>2006-06-05T10:02:00.000-03:00</published><updated>2007-08-12T00:15:22.279-03:00</updated><title type='text'>um início de chuva</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:78%;" &gt;reescrita / plágio&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mãe, tu que um dia acordaste com os olhos em cinzas&lt;br /&gt;recolhe pelo chão os despedaços dos amores de teus filhos.&lt;br /&gt;Alimenta-os, e fecha as cortinas para protegê-los da luz&lt;br /&gt;- pois sabes que não podes protegê-los das pessoas do mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sentes que talvez haja momentos&lt;br /&gt;em que essa tua espécie será a mais fraca,&lt;br /&gt;e darias a própria vida pelas fomes de teus filhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o teu silêncio também tem fomes,&lt;br /&gt;o corpo também dói, às vezes, quando é noite&lt;br /&gt;e o quarto está escuro e vazio, e há vento.&lt;br /&gt;Quando os filhos dormem em paz,&lt;br /&gt;mas ainda há uma prece que soa, longe.&lt;br /&gt;Talvez um choro em outro idioma.&lt;br /&gt;Talvez um início de chuva, apenas.&lt;br /&gt;Mas é quando há dor pelo teu corpo&lt;br /&gt;e o que sobrou é um resto de música cíclica&lt;br /&gt;e todos os filhos dormem em paz&lt;br /&gt;- mas há em si, ainda, uma dor -&lt;br /&gt;é que podes chorar pela própria vida, por toda a noite.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7344813-114951269962314562?l=soacomocaos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7344813/posts/default/114951269962314562'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7344813/posts/default/114951269962314562'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://soacomocaos.blogspot.com/2006/06/um-incio-de-chuva.html' title='um início de chuva'/><author><name>luizgabriel_lopes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03679547666898075302</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7344813.post-114902343386548690</id><published>2006-05-30T18:09:00.000-03:00</published><updated>2008-01-05T00:44:09.462-02:00</updated><title type='text'>sobre um entardecer</title><content type='html'>O pôr do sol,&lt;br /&gt;de tão próximo e lento me angustia.&lt;br /&gt;O pôr do sol, sobre a cabeça quase quente&lt;br /&gt;e as pequenas esquinas,&lt;br /&gt;e a angústia mínima e alaranjada,&lt;br /&gt;quase quente.&lt;br /&gt;O som do sol, inevitável.&lt;br /&gt;O som do sol, os sotaques estridentes,&lt;br /&gt;uma imensa superfície espelhada,&lt;br /&gt;água enrugada quando o sol respira.&lt;br /&gt;O beijo do sol, quase molhado,&lt;br /&gt;o sol sobre os olhos fechados.&lt;br /&gt;A cor do sol,&lt;br /&gt;antes de qualquer outro dia.&lt;br /&gt;O rastro do som,&lt;br /&gt;rastro do céu do sol,&lt;br /&gt;lentidão das rugas quase estridentes,&lt;br /&gt;estridências do sotaque quase nominal.&lt;br /&gt;A órbita do sol,&lt;br /&gt;as garotas e suas bocas e argolas prateadas,&lt;br /&gt;o som das garotas.&lt;br /&gt;A fragilidade de seus gestos e pulsos, um cheiro do sol.&lt;br /&gt;As garotas,&lt;br /&gt;axilas timidamente expostas,&lt;br /&gt;as vozes estridentes,&lt;br /&gt;o cheiro do sol.&lt;br /&gt;As axilas obscenamente desprotegidas,&lt;br /&gt;o cheiro das garotas,&lt;br /&gt;o rastro dos cheiros.&lt;br /&gt;As ruas sem sol.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7344813-114902343386548690?l=soacomocaos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7344813/posts/default/114902343386548690'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7344813/posts/default/114902343386548690'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://soacomocaos.blogspot.com/2006/05/sobre-um-entardecer.html' title='sobre um entardecer'/><author><name>luizgabriel_lopes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03679547666898075302</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7344813.post-114709714899656322</id><published>2006-05-08T10:58:00.000-03:00</published><updated>2007-08-12T00:06:29.631-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;(mote: "perímetro do passo")&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O corpo quente, subindo a rua nova, os cabelos com cheiro viscoso e azul claro, a testa escorre, era todo música e dias frios, o corpo quente, uma imensa paisagem que se desdobra, reinício de um ciclo, os outros lugares, tempos e pessoas, pequenas pausas e pequenas gotas de água, perto mas nem tanto, pequenas visões de intimidades desconhecidas, um copo de água, o copo quase, o corpo quente.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7344813-114709714899656322?l=soacomocaos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7344813/posts/default/114709714899656322'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7344813/posts/default/114709714899656322'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://soacomocaos.blogspot.com/2006/05/permetro-do-passo.html' title=''/><author><name>luizgabriel_lopes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03679547666898075302</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7344813.post-114625884911788719</id><published>2006-04-28T18:07:00.000-03:00</published><updated>2007-08-11T23:28:56.264-03:00</updated><title type='text'>uma humanidade de crianças</title><content type='html'>Olhos que ampliavam a cidade, suas luzes,&lt;br /&gt;a inspiração de goles espessos, de chocolate.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fizeram-se os encontros com a destreza de uma briga familiar, os trajetos envoltos numa efemeridade que ecoava outras épocas. Foi outono quando a música chegou; havia lixo pelas ruas, não importava, o outono era ainda jovem, a música era a de cortes transversais, nas esquinas, e sempre havia lixo pelas ruas, principalmente as antigas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No comportamento das noites, a dor de uma humanidade de crianças.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Foi como se me sentisse nu e solitário. Como se fora atropelado." Os sintomas degustados no íntimo. "Escondo com egoísmo e minúcia meus momentos de loucura. Há dias em que me imagino observado, como um animal em cativeiro."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A garganta volta,&lt;br /&gt;estrangulada no próprio gosto,&lt;br /&gt;duramente, diz, "estrangula-se":&lt;br /&gt;- A garganta estrangula-se no gosto das próprias palavras,&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7344813-114625884911788719?l=soacomocaos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7344813/posts/default/114625884911788719'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7344813/posts/default/114625884911788719'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://soacomocaos.blogspot.com/2006/04/uma-humanidade-de-crianas.html' title='uma humanidade de crianças'/><author><name>luizgabriel_lopes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03679547666898075302</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7344813.post-114607682225310201</id><published>2006-04-26T15:37:00.000-03:00</published><updated>2006-04-26T15:40:22.283-03:00</updated><title type='text'>sobre fragmentos</title><content type='html'>despedaços de uma melodia azul&lt;br /&gt;algo se quebra, aos poucos&lt;br /&gt;e as lágrimas virariam neve&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(hoje amanheci cinza.)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7344813-114607682225310201?l=soacomocaos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7344813/posts/default/114607682225310201'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7344813/posts/default/114607682225310201'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://soacomocaos.blogspot.com/2006/04/sobre-fragmentos.html' title='sobre fragmentos'/><author><name>luizgabriel_lopes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03679547666898075302</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7344813.post-114408041524813409</id><published>2006-04-03T13:05:00.000-03:00</published><updated>2007-08-12T00:07:45.972-03:00</updated><title type='text'>os sentidos multiplicados</title><content type='html'>E os sentidos se multiplicaram,&lt;br /&gt;vieram as águas quentes e se reproduziram as cores.&lt;br /&gt;Vieram também as nuvens mais brancas.&lt;br /&gt;Como num espaço agora quase incompleto,&lt;br /&gt;vazio,&lt;br /&gt;ressoou a música do infinito.&lt;br /&gt;Vieram os silêncios doces, os passos tranqüilos&lt;br /&gt;(algum cansaço, por certo)&lt;br /&gt;os dias em que o olhar se tornava tátil.&lt;br /&gt;Houve uma longa caminhada;&lt;br /&gt;depois do tempo,&lt;br /&gt;o alívio,&lt;br /&gt;o respiro de um momento que se quer prolongar.&lt;br /&gt;Talvez venham as árvores a se tornarem&lt;br /&gt;imensamente delicadas,&lt;br /&gt;e a brisa passeie por entre os galhos&lt;br /&gt;e os dedos.&lt;br /&gt;E o amor que me terás,&lt;br /&gt;ao mundo será como um entorpecer de imagens,&lt;br /&gt;e às tardes outrora azuladas&lt;br /&gt;virão o tempo da pétala e dos passos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu amor é uma vertigem.&lt;br /&gt;E o amor que te tenho é um poema inexperiente,&lt;br /&gt;pedra inundada em sentidos de flor. Sempre&lt;br /&gt;e enquanto seja&lt;br /&gt;sempre na igual fome e apreensão de atirar-se ao vazio,&lt;br /&gt;ao vento,&lt;br /&gt;por onde o acaso intente levar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O meu amor são sentidos que se multiplicam de um extremo ao outro&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7344813-114408041524813409?l=soacomocaos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7344813/posts/default/114408041524813409'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7344813/posts/default/114408041524813409'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://soacomocaos.blogspot.com/2006/04/os-sentidos-multiplicados.html' title='os sentidos multiplicados'/><author><name>luizgabriel_lopes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03679547666898075302</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7344813.post-114334630501941617</id><published>2006-03-26T01:07:00.000-03:00</published><updated>2006-03-26T01:11:45.026-03:00</updated><title type='text'>canção para poesia-semente</title><content type='html'>&lt;span&gt;sente&lt;br /&gt;comigo, não vá&lt;br /&gt;não ainda&lt;br /&gt;se à noite ainda há sobre todas as coisas&lt;br /&gt;aquilo que&lt;br /&gt;sente&lt;br /&gt;de todas as noites&lt;br /&gt;aquilo, não&lt;br /&gt;sinta-&lt;br /&gt;se só, há os dias&lt;br /&gt;se a noite está antes de todos os dias&lt;br /&gt;comigo, há um&lt;br /&gt;sempre&lt;br /&gt;comigo, há um&lt;br /&gt;- sinta!&lt;br /&gt;se a noite é o começo do final de um dia&lt;br /&gt;pressente&lt;br /&gt;comigo&lt;br /&gt;o começo&lt;br /&gt;de um dia&lt;br /&gt;se a nota ainda soa e ressoa nas coisas&lt;br /&gt;se a nota ainda&lt;br /&gt;vive&lt;br /&gt;se há nota &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span&gt;ainda viva &lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7344813-114334630501941617?l=soacomocaos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7344813/posts/default/114334630501941617'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7344813/posts/default/114334630501941617'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://soacomocaos.blogspot.com/2006/03/cano-para-poesia-semente.html' title='canção para poesia-semente'/><author><name>luizgabriel_lopes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03679547666898075302</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7344813.post-114165386592249095</id><published>2006-03-06T10:55:00.000-03:00</published><updated>2007-08-12T00:10:29.310-03:00</updated><title type='text'>entre a queda e o vôo</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;em&gt;por dentro de Helder e Quinteto Tati &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;em&gt; &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aquela sensação de uma dor lancinante&lt;br /&gt;que ainda não se fez sentir&lt;br /&gt;num caminho quase prestes a desabar&lt;br /&gt;dilacerando silêncios...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não saberia dizer se foram as pedras.&lt;br /&gt;Não saberia cantar aquelas canções&lt;br /&gt;ou imaginar o dia do alívio.&lt;br /&gt;Aquela sensação vinha recorrente&lt;br /&gt;de um tempo sem lugar, sem destino final;&lt;br /&gt;um amor experimentado como raízes em eterna ramificação&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma estrada abria-se à frente, pelos destroços&lt;br /&gt;o vir a ser de um campo de rosas&lt;br /&gt;regadas por lágrimas duras...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sei que era um tempo de suspensão, ensimesmamento&lt;br /&gt;entre a queda e o vôo.&lt;br /&gt;Um tempo em que as pálpebras dormissem em paz,&lt;br /&gt;em que frutificassem os jardins&lt;br /&gt;e as pessoas ao redor mergulhassem em direção ao campo&lt;br /&gt;de rosas.&lt;br /&gt;Sei que as rosas imaginam sua própria velhice&lt;br /&gt;e por vezes duvidam de sua própria infância&lt;br /&gt;assim como ficam os quartos vazios&lt;br /&gt;e as camas para sempre arrumadas,&lt;br /&gt;antes do dia do alívio.&lt;br /&gt;Sei que as coisas nascem e morrem,&lt;br /&gt;nunca em vão, ou sem ressoar pelo mundo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;pois para toda porta que se fecha&lt;br /&gt;há uma janela que se abre&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7344813-114165386592249095?l=soacomocaos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7344813/posts/default/114165386592249095'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7344813/posts/default/114165386592249095'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://soacomocaos.blogspot.com/2006/03/entre-queda-e-o-vo.html' title='entre a queda e o vôo'/><author><name>luizgabriel_lopes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03679547666898075302</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7344813.post-114054728832839188</id><published>2006-02-21T15:29:00.000-03:00</published><updated>2006-02-21T15:41:28.360-03:00</updated><title type='text'>as pessoas e os campos de rosas</title><content type='html'>A casa foi esvaziada de seus nomes e trajetos;&lt;br /&gt;era toda limites fotográficos.&lt;br /&gt;Uma só paisagem de tempo, desmembrada&lt;br /&gt;por todos os grãos de espaço que se espalhavam ao chão doce.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A casa foi mutilada em seus gemidos e diálogos&lt;br /&gt;e era sempre a inconsequência da música.&lt;br /&gt;Vieram as pessoas e o que havia entre elas,&lt;br /&gt;além de algum tempo, um outro gosto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A casa foi fragmentada em seus passos e canções.&lt;br /&gt;Eram os sons cíclicos, sempre a dizer algo a mais:&lt;br /&gt;sons para a pressa e a sede, quando do amanhã distante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A casa foi demolida em seus momentos e degraus.&lt;br /&gt;Era uma casa dócil:&lt;br /&gt;o tempo corria ao redor de seus passos.&lt;br /&gt;O tempo corria ao redor.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7344813-114054728832839188?l=soacomocaos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7344813/posts/default/114054728832839188'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7344813/posts/default/114054728832839188'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://soacomocaos.blogspot.com/2006/02/as-pessoas-e-os-campos-de-rosas.html' title='as pessoas e os campos de rosas'/><author><name>luizgabriel_lopes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03679547666898075302</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7344813.post-114008894921616881</id><published>2006-02-16T09:21:00.000-02:00</published><updated>2006-02-16T09:22:29.230-02:00</updated><title type='text'>sensível</title><content type='html'>lá&lt;br /&gt;nasceu o sol&lt;br /&gt;sustenido&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7344813-114008894921616881?l=soacomocaos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7344813/posts/default/114008894921616881'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7344813/posts/default/114008894921616881'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://soacomocaos.blogspot.com/2006/02/sensvel.html' title='sensível'/><author><name>luizgabriel_lopes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03679547666898075302</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7344813.post-113897784513169560</id><published>2006-02-03T12:42:00.000-02:00</published><updated>2006-02-03T12:45:18.606-02:00</updated><title type='text'>um longo momento de suspensão</title><content type='html'>Era tempo de sentir-se só. Choro desabotoado pelos descaminhos da vida, ou talvez um tempo guardado entre pétalas de alguns dias claros. As mãos tornavam-se pesadas, os olhos baixos: ouvir a melodia das próprias lágrimas, um alívio amargo. Por onde vagassem os passos, o gosto era sempre o mesmo, e nunca vinham certezas. A solidão de um útero abandonado.&lt;br /&gt;Ressoaram as canções, e delas brotaram novas gotas de chuva triste. A lembrança embriagada de um tempo quase distante, a memória sorvida em goles de sede e algum desespero. Vieram as nuvens, as saudades; viriam ainda muito mais. Ferida crônica, as canções eram uma só e tinham cores do fim do dia. Tempo de sentir algum frio, de respirar a própria dor: um rasgo latejante, de águas turvas. Era a sensação do sem lugar, de um longo momento de suspensão.&lt;br /&gt;Por algum tempo de silêncio, respiremos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7344813-113897784513169560?l=soacomocaos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7344813/posts/default/113897784513169560'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7344813/posts/default/113897784513169560'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://soacomocaos.blogspot.com/2006/02/um-longo-momento-de-suspenso.html' title='um longo momento de suspensão'/><author><name>luizgabriel_lopes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03679547666898075302</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7344813.post-113708541083730718</id><published>2006-01-12T15:02:00.000-02:00</published><updated>2006-01-12T15:03:30.853-02:00</updated><title type='text'>para minha irmã</title><content type='html'>Que agora lhe cobre uma manta finíssima de tempo e ânsia,&lt;br /&gt;que têm também as flores no instante anterior à chuva,&lt;br /&gt;isso eu sei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que ainda me é escuro&lt;br /&gt;(talvez, um tempo em potência)&lt;br /&gt;é o que há por entre as horas de tua pressa;&lt;br /&gt;por entre os dias de tua doce angústia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porque o toque dos pés no asfalto é delicado e forte.&lt;br /&gt;Força que vem da música dos passos, inevitável,&lt;br /&gt;em frente, sempre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porque é no instante em que cessa a chuva&lt;br /&gt;que as flores se tornam ainda mais flores.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7344813-113708541083730718?l=soacomocaos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7344813/posts/default/113708541083730718'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7344813/posts/default/113708541083730718'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://soacomocaos.blogspot.com/2006/01/para-minha-irm.html' title='para minha irmã'/><author><name>luizgabriel_lopes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03679547666898075302</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7344813.post-113629608063064901</id><published>2006-01-03T11:45:00.000-02:00</published><updated>2006-01-04T01:27:50.550-02:00</updated><title type='text'>entreolhos</title><content type='html'>O equilíbrio dinâmico de um barco, os centros deslocados como uma melodia esparsa e interminável. Eram os olhos já quase verdes, mareados por uma névoa salgada e espessa, que vinha aos goles. O tempo como trajetos entremeados por ilhas, o estado de ensimesmamento que só tem o tempo das ilhas. Eram os horizontes, sempre.&lt;br /&gt;Ventos esverdeados, a carícia lenta das correntes, forte. Era outro tempo. O sotaque encurvado das paisagens trazia cores arrebentadas contra o céu.&lt;br /&gt;À noite, vinham as luzes derramadas pelas peles da água, as pedras sempre eternas em seu silêncio. Horas a perceber estrelas, suas rotas lentas, sua luz distante – fictícia talvez. Horas a perscrutar a beleza das imensidões, as praias e sua paciência náutica, o sinuoso bailar das ondas e dos silêncios.&lt;br /&gt;Disso davam conta os olhos que haviam; de se entreolharem, por vezes viam em reflexo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7344813-113629608063064901?l=soacomocaos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7344813/posts/default/113629608063064901'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7344813/posts/default/113629608063064901'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://soacomocaos.blogspot.com/2006/01/entreolhos.html' title='entreolhos'/><author><name>luizgabriel_lopes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03679547666898075302</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7344813.post-113302491223270522</id><published>2005-11-26T15:05:00.000-02:00</published><updated>2005-11-26T15:10:20.766-02:00</updated><title type='text'>entre as luzes</title><content type='html'>De teu lado de fora as luzes se apagaram.&lt;br /&gt;O olhar se esquiva do tempo.&lt;br /&gt;(Como foi mesmo que começou?)&lt;br /&gt;Momentos escurecidos&lt;br /&gt;na música vaga dos passos.&lt;br /&gt;Violenta sugestão dos percursos:&lt;br /&gt;uma pegada a mais é um lugar qualquer.&lt;br /&gt;O ruído de um prólogo extenso,&lt;br /&gt;da noite,&lt;br /&gt;das horas que soam esquecidas,&lt;br /&gt;vem como o lento desabrochar dos outonos.&lt;br /&gt;A cidade dorme entre luzes angustiantes,&lt;br /&gt;o vento atravessa vozes sem rosto.&lt;br /&gt;(Por onde foi que se chegou até aqui?)&lt;br /&gt;Por quantos ontens o dia tem chorado no mesmo tom?&lt;br /&gt;As flores velhas,&lt;br /&gt;como corpos mutilados ao chão,&lt;br /&gt;no silêncio-exercício da espera incontida,&lt;br /&gt;de palavras que ardem no espaço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda,&lt;br /&gt;em doce vertigem,&lt;br /&gt;o dia parece sorrir para um tempo bom.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7344813-113302491223270522?l=soacomocaos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7344813/posts/default/113302491223270522'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7344813/posts/default/113302491223270522'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://soacomocaos.blogspot.com/2005/11/entre-as-luzes.html' title='entre as luzes'/><author><name>luizgabriel_lopes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03679547666898075302</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7344813.post-113079718084923238</id><published>2005-10-31T20:05:00.000-02:00</published><updated>2005-10-31T20:19:40.893-02:00</updated><title type='text'>interlúdio suave - passagem (parte III)</title><content type='html'>Por toda a beleza que brota dos destroços,&lt;br /&gt;a esperança sendo como uma vertigem.&lt;br /&gt;Aquela lucidez agressiva&lt;br /&gt;jorrava em pedras&lt;br /&gt;e sempre voltávamos a ser o afã de um próximo passo.&lt;br /&gt;Pelos detalhes arruinados,&lt;br /&gt;emergiam belezas em preto e branco,&lt;br /&gt;fábulas inertes do ser em essência.&lt;br /&gt;O contraste de uma imagem em ciclo,&lt;br /&gt;a memória transparecendo em flor.&lt;br /&gt;Pelo que há de belo nas sutis indistinções,&lt;br /&gt;respiremos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7344813-113079718084923238?l=soacomocaos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7344813/posts/default/113079718084923238'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7344813/posts/default/113079718084923238'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://soacomocaos.blogspot.com/2005/10/interldio-suave-passagem-parte-iii.html' title='interlúdio suave - passagem (parte III)'/><author><name>luizgabriel_lopes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03679547666898075302</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7344813.post-112958461995915801</id><published>2005-10-17T19:26:00.000-02:00</published><updated>2005-10-17T19:30:19.966-02:00</updated><title type='text'>da pedra à leveza - passagem (parte II)</title><content type='html'>O olhar bêbado debruçado sobre a praça&lt;br /&gt;Eu a subir as escadas&lt;br /&gt;O tempo cristalizado ao redor&lt;br /&gt;Longuíssimas escadas de ontem e sempre&lt;br /&gt;Um gesto tenso, contido&lt;br /&gt;Pelo qual minha raiva doce demonstra incertezas&lt;br /&gt;Um gesto de espaço curto, lento&lt;br /&gt;Tudo que por um instante parece existência torta&lt;br /&gt;Insistência parda&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Penso nas escadas&lt;br /&gt;Na lentidão retangular dos degraus&lt;br /&gt;Na concretude redundante da pedra&lt;br /&gt;Penso nas pedras que me atiraste&lt;br /&gt;Penso na pedra que me tornei&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7344813-112958461995915801?l=soacomocaos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7344813/posts/default/112958461995915801'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7344813/posts/default/112958461995915801'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://soacomocaos.blogspot.com/2005/10/da-pedra-leveza-passagem-parte-ii.html' title='da pedra à leveza - passagem (parte II)'/><author><name>luizgabriel_lopes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03679547666898075302</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7344813.post-112895019050619272</id><published>2005-10-10T10:09:00.000-03:00</published><updated>2005-10-10T10:18:08.853-03:00</updated><title type='text'>do espinho à petala - passagem (parte I)</title><content type='html'>O corpo amargamente suado da noite anterior, o rosto alimenta-se de algum vento na janela esguia. Pelas paredes de vidro, o mundo caminha com suas vozes impuras e pequenas verdades. A imagem corta, sangra em qualquer superfície, furta-se ao olhar atento. Reflexos de um gosto envelhecido na garganta. Todas as inocências do cansaço ou da embriaguez se estilhaçam numa terra áspera e cinza. A vida parou? Ao mundo não importa: os olhares nunca se encontram por mais de um segundo.&lt;br /&gt;As mãos e as frases sujas se entrelaçam. Um longo momento de estupidez e as feridas voltam a latejar. Um longo momento de aflições, um dia inteiro em que nada mais valeria sem alguma esperança.&lt;br /&gt;Sutil violência com que restam na boca a ressaca e os arrependimentos. A vida parou? Os vidros a enquadrar a imensa poesia da dor. Um súbito acordar ilumina os olhos cansados: a vida pede um respiro.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7344813-112895019050619272?l=soacomocaos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7344813/posts/default/112895019050619272'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7344813/posts/default/112895019050619272'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://soacomocaos.blogspot.com/2005/10/do-espinho-petala-passagem-parte-i.html' title='do espinho à petala - passagem (parte I)'/><author><name>luizgabriel_lopes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03679547666898075302</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7344813.post-112731028235796176</id><published>2005-09-21T10:40:00.000-03:00</published><updated>2005-09-21T10:46:24.766-03:00</updated><title type='text'>ou a longuíssima madrugada</title><content type='html'>ele segurava uma criança morta&lt;br /&gt;como quem dedilha um arco íris cinza&lt;br /&gt;os olhos úmidos...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;para além do gosto amargo de crianças e arco íris mortos&lt;br /&gt;ele caminhava&lt;br /&gt;na rua eterna da noite de pedra&lt;br /&gt;e por trás da paisagem, esfumaçavam palavras lentas de saudade&lt;br /&gt;ele trazia consigo o cheiro daquela criança morta&lt;br /&gt;carregava, pesadamente, esse cheiro azulado&lt;br /&gt;como quem mastiga um pedaço de carne horrivelmente jovem&lt;br /&gt;numa aflição inexperiente,&lt;br /&gt;como quem reprime o próprio sono em vão,&lt;br /&gt;ele seguia um trajeto viciado, qualquer&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;e a noite abria passagem&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7344813-112731028235796176?l=soacomocaos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7344813/posts/default/112731028235796176'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7344813/posts/default/112731028235796176'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://soacomocaos.blogspot.com/2005/09/ou-longussima-madrugada.html' title='ou a longuíssima madrugada'/><author><name>luizgabriel_lopes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03679547666898075302</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7344813.post-112290493867268962</id><published>2005-08-01T10:59:00.000-03:00</published><updated>2005-08-01T11:03:54.846-03:00</updated><title type='text'>por algum tempo de silêncio</title><content type='html'>Uma dor de súbito, na alma crescendo galhos exaustos. Vontade sedenta de voltar, quebrar a redoma de pedra e nuvem e cair suave em terra velha. Saturaram-se os dias de tempo morto, a incerteza ensaiava suas tristes mentiras.&lt;br /&gt;Dias se atravessaram. Sangue doce dilacerado em horas de ócio. E eis que esferas do tempo se chocavam com delicada fúria, os olhos e as flores sobrepostos no passado. Correr por uma rua vazia, imagem mais que ação de reais medos. As sombras evaporadas, desníveis pétreos de uma incerteza maior – vaivém dos ciclos vitais. Boca que sangra, o pêlo se confunde na fome dos sentidos. Antes do nada, ansiedades e questões perdidas em um nunca-hoje. No momento em que o corpo lateja, suando verdades e cansaços, ressurgia uma vez mais a sensação de dias antigos, quando a dúvida que ainda havia apertava o estômago. Agora era um copo de sangue doce, viscoso e abandonado, na luz triste de ruas de pedra, alimentando palavras difusas.&lt;br /&gt;Como uma fotografia em branco, flor, machucada na dureza do espinho. Como um pedaço de vida tropeçado.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7344813-112290493867268962?l=soacomocaos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7344813/posts/default/112290493867268962'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7344813/posts/default/112290493867268962'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://soacomocaos.blogspot.com/2005/08/por-algum-tempo-de-silncio.html' title='por algum tempo de silêncio'/><author><name>luizgabriel_lopes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03679547666898075302</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7344813.post-112121438763350389</id><published>2005-07-12T21:20:00.000-03:00</published><updated>2005-07-12T21:26:27.640-03:00</updated><title type='text'>àquele que permanece</title><content type='html'>&lt;p&gt;Algum gosto de terra pela manhã.&lt;br /&gt;Espessura primeira do tempo: a comida era forte, virginalmente rude.&lt;br /&gt;Notoriamente compulsivos, aqueles dias se arrastavam pelas quinas da casa vazia. O tempo retorcido, despedaçando as paredes. Pela janela vinha um vento frio, perscrutando o cheiro eterno da ausência. Páginas melancólicas que se desdobravam num impulso tênue e contínuo, como uma música sempre ao longe.&lt;br /&gt;Os olhos semicerrados. Tempo de silêncios, de palavras ensimesmadas e duvidosas. O espaço ensaiava intensas geometrias aéreas. Como faz frio...!  Não havia de levantar-se, mesmo que disso morresse o poema, ou congelasse ali mesmo. Os olhos mantinham-se resignadamente doces. &lt;br /&gt;Agora eram os dias revisitados em negativo, no recorte idêntico de outrora. Mãos esquecidas, lábios longamente ressecados. Drama do peso de toda presença: o sol chegava bissexto.&lt;br /&gt;E não é que por um instante tudo fez sentido? E logo esse instante se foi...&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7344813-112121438763350389?l=soacomocaos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7344813/posts/default/112121438763350389'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7344813/posts/default/112121438763350389'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://soacomocaos.blogspot.com/2005/07/quele-que-permanece.html' title='àquele que permanece'/><author><name>luizgabriel_lopes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03679547666898075302</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7344813.post-112084780137090406</id><published>2005-07-08T15:35:00.000-03:00</published><updated>2005-07-08T15:36:41.376-03:00</updated><title type='text'>retorno</title><content type='html'>Foi quando se percebeu acordado para um lado de dentro. O tempo era agora se enlear nos revolvimentos preguiçosos do espírito, deixar-se levar pela brisa azulada dos dias montanhosos. Alva luminosidade de tardes em cismar sozinho, por uma leveza de conquista árida e suada. As lágrimas que ainda insistiam em não secar dentro de si quiçá um dia tornariam tudo aquilo mais simples em um outro lugar. O tempo era agora o próximo passo.&lt;br /&gt;O copo vazio, o limite linear do olhar sobre o mundo, como uma fotografia em branco.&lt;br /&gt;– Preciso caminhar um pouco, procurar significados. Ir a lugares conhecidos. Preciso de um pouco de frio.&lt;br /&gt;O copo violentamente vazio. Olhos perdidos num ponto sem foco. O desfoque traz à memória momentos de amor e de sorrisos despretensiosos. Foram-se, ao menos por agora, os dias em que se buscava vida por entre as pedras. E assim, de repente, tudo se esvai e volta à tona a terrível eternidade do momento. Os cheiros estão longe, guardados para algum dia. Também as palavras.&lt;br /&gt;Já era hora de levantar-se. A terra era forte e suculenta, flores murmuravam nuvens. Tudo irritantemente belo, largo engano para os sentidos. Tudo ocultava uma aguda ausência de perspectiva daqueles todos em volta, cada um em suas pequenas aflições e guerras interiores. Cada um curtindo em pele e sal a sua própria angústia, seus próprios jardins infrutíferos. Conteve-se por um instante. Sim, distâncias o atormentavam, mas não havia para onde fugir. Já era hora de levantar-se.&lt;br /&gt;Hesitou. Quando a dor se torna uma sensação contínua, o corpo se acostuma, o vício se enraíza pelos abismos da carne.  E por mais que não percebesse, ou talvez não admitisse, a dor fora até então como que uma necessidade, uma substância que causava abstinências naquela alma inquieta. Lembrava-se agora, entretanto, e não sem certa alegria, de momentos vagos que vivera naquele mesmo lugar. Uma alegria comedida, incerta, que esboçava nos cantos do rosto um sorriso rude e envelhecido. Aquele lugar possuía memória. E era essa memória, de um si mesmo que hoje já não era mais, que o impressionava. A efemeridade dos si mesmos, a inconstância – ou inconsistência – das épocas. Sempre as mesmas dúvidas. Nunca as mesmas dúvidas. Não mais cabiam cobranças ou grandes expectativas. O momento exalava silêncios em uníssono. Respostas não havia, mas as imagens que surgiam eram doces e confortantes o suficiente. Ao sentimento de autocomiseração, opunha-se agora aquele raro êxtase, aquele calafrio de memórias de cores deliciosamente estouradas, estacionadas num lugar seguro da história.&lt;br /&gt;A tarde escorria pelo horizonte e dava lugar à noite com lentidão, espetáculo de luzes.  Mas não, já era hora de levantar-se.&lt;br /&gt;Foi quando adormeceu.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7344813-112084780137090406?l=soacomocaos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7344813/posts/default/112084780137090406'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7344813/posts/default/112084780137090406'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://soacomocaos.blogspot.com/2005/07/retorno.html' title='retorno'/><author><name>luizgabriel_lopes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03679547666898075302</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7344813.post-112050452680841373</id><published>2005-07-04T15:40:00.000-03:00</published><updated>2007-08-12T22:28:24.764-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 19.2pt;"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 19.2pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;;"&gt;E veio o momento em que a porta se fechou. As cidade as luzes amarelavam olhos, a vida lenta escorria, um zumbido. Nesses instantes de gosto envelhecido, tantas palavras esquecidas de si próprias, amargamente a se tornar ruídos, o tempo não pôde esperar por nós. Chorei. Nas pedras brotaram estilhaços do poema triste, as cores confusas, a porta se fecha com um sorriso de amor perdido. O dia a ventar melodias de compaixão, e pelas esquinas as flores eram manchas no asfalto rude. Quando na cidade passavam crianças chorando, o chão trincava de frio e remorso. Havia arrependimento no olhar das crianças, sofrimento doce de engolir lágrimas derramadas, a dor era vício das incoerências da alma. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 19.2pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;;"&gt;Linda fragilidade infantil da pétala, os olhos nunca mornos. Distâncias várias que latejam durante o sono. As bocas irmãs, a esperar o reencontro, solenemente, tornam-se palavra, lapidam-se, reverberam no tempo a recriar o caos, tem-se à frente os olhos cansados, os olhos nunca mortos. A porta está entreaberta. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7344813-112050452680841373?l=soacomocaos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7344813/posts/default/112050452680841373'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7344813/posts/default/112050452680841373'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://soacomocaos.blogspot.com/2005/07/distncias.html' title=''/><author><name>luizgabriel_lopes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03679547666898075302</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7344813.post-111989761520384785</id><published>2005-06-27T15:37:00.000-03:00</published><updated>2005-06-27T15:40:15.206-03:00</updated><title type='text'>pequena cena de minutos e ânsias</title><content type='html'>&lt;p&gt;A casa vazia. Os minutos caminham devagar. Espero. O mundo além das cortinas respira cansado. O tempo me mastiga doce.&lt;br /&gt;Coisas que saíram do lugar se escondem pelos cantos delicadamente sujos. As mãos tremem, vacilam ante o vazio dos corredores estreitos: o pulso ecoa nas poças de silêncio.&lt;br /&gt;Espero. Talvez em vão. Talvez os minutos queiram apenas me contar uma história qualquer, me entreter com seu ar de lenta e silenciosa digestão. Não que não haja alguma compaixão no olhar dos ponteiros. De fato, até me causa um certo conforto sua insistente melodia de uma nota só. É tênue, entretanto, a linha que separa a tragédia do riso. Sem opção, espero.&lt;br /&gt;Um ruído. Seriam passos nas escadas? O longo e escuro hiato que se sucede parece dizer não. Palavras de pedra: espero. Falemos de casas, do loquaz exercício de regurgitar idéias alheias. Idéias pontiagudas, cumes de dores lentas e grosseiras. Falemos de silêncios, das amargas eloqüências do não-dito. Hipóteses que ardem num momento qualquer. Falemos de momentos, de átomos de tempo. Ou calemos.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Espero. Na suave ânsia de um dia inteiramente em paz. &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7344813-111989761520384785?l=soacomocaos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7344813/posts/default/111989761520384785'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7344813/posts/default/111989761520384785'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://soacomocaos.blogspot.com/2005/06/pequena-cena-de-minutos-e-nsias.html' title='pequena cena de minutos e ânsias'/><author><name>luizgabriel_lopes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03679547666898075302</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7344813.post-111965091895486162</id><published>2005-06-24T19:01:00.000-03:00</published><updated>2005-06-24T19:08:38.960-03:00</updated><title type='text'>das ruas e dos poros</title><content type='html'>De toda força orgânica que brota por entre nossos corpos, nas peles que expelem vigor em visco nos poros cansados e famintos, o mundo ao redor se avermelha. Da parede, gotejam frases de amor antigas, que se estilhaçam no vazio do quarto. Algo mais forte germina nas asas que a lágrima molhou, e debaixo da noite se alternam momentos de água e pedra.&lt;br /&gt;Água e pedra que somos, movidos na sede inocente do dia, caminhamos bêbados pelas horas do nunca. As casas e seus eternos restos de sorrisos iluminam a rua molhada. As palavras se prendem na dúvida: pedra e água que somos, em eterno fluxo de formas e versos, sangramos uma poesia bela por ser inconstante, viva por ser temperamental.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7344813-111965091895486162?l=soacomocaos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7344813/posts/default/111965091895486162'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7344813/posts/default/111965091895486162'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://soacomocaos.blogspot.com/2005/06/das-ruas-e-dos-poros.html' title='das ruas e dos poros'/><author><name>luizgabriel_lopes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03679547666898075302</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7344813.post-111833859760564779</id><published>2005-06-09T14:33:00.000-03:00</published><updated>2005-06-09T14:36:37.610-03:00</updated><title type='text'>durante a sombra</title><content type='html'>&lt;p&gt;uma nota solta atravessa o tempo&lt;br /&gt;melodia nua voa pelo espaço&lt;br /&gt;fragmentos de um compasso que começa&lt;br /&gt;e de passo em passo cresce e segue o traço&lt;br /&gt;sob a meia luz da tarde, cordas soam&lt;br /&gt;sobe o ritmo do tato, costas suam&lt;br /&gt;debruçado sobre o tempo, horas voam&lt;br /&gt;grito surdo do momento, olhos falam&lt;br /&gt;fosse a fala vício insuficiente&lt;br /&gt;o que cala congelasse todo instante&lt;br /&gt;toda lágrima nos lave e leve à frente&lt;br /&gt;nos revele tão mais leves adiante&lt;br /&gt;por um tempo que vá fluido entre as peles&lt;br /&gt;alimente o beijo, cante meu suspiro&lt;br /&gt;e no átomo do hoje ainda zeles&lt;br /&gt;pela última das vozes que eu respiro&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(nos lave a chuva, lágrima indolor&lt;br /&gt;nos leve a curva onde a curva for)&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7344813-111833859760564779?l=soacomocaos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7344813/posts/default/111833859760564779'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7344813/posts/default/111833859760564779'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://soacomocaos.blogspot.com/2005/06/durante-sombra.html' title='durante a sombra'/><author><name>luizgabriel_lopes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03679547666898075302</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7344813.post-111783114504058797</id><published>2005-06-03T17:35:00.000-03:00</published><updated>2005-06-03T17:39:05.043-03:00</updated><title type='text'>pés</title><content type='html'>para que vivamos com leveza&lt;br /&gt;mergulhem-se os pés nas vozes do riacho&lt;br /&gt;que pulse o peito no sabor do riso&lt;br /&gt;e o sol surja por trás das entrelinhas&lt;br /&gt;sejamos&lt;br /&gt;(n)a leveza de um espírito descalço&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7344813-111783114504058797?l=soacomocaos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7344813/posts/default/111783114504058797'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7344813/posts/default/111783114504058797'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://soacomocaos.blogspot.com/2005/06/ps.html' title='pés'/><author><name>luizgabriel_lopes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03679547666898075302</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7344813.post-111749458156740040</id><published>2005-05-30T20:05:00.000-03:00</published><updated>2005-05-30T20:09:41.573-03:00</updated><title type='text'>pedaços do vento</title><content type='html'>se todo o tempo do mundo nos fosse suficiente&lt;br /&gt;a eternidade-segundo, delírio do inconsciente&lt;br /&gt;se todas as falas vazias se esfacelassem no elo&lt;br /&gt;que ama na carne que sangra, que dorme no seio amarelo&lt;br /&gt;se o zelo colasse a lágrima e a pétala em ruas extintas&lt;br /&gt;o pêlo suasse verbo, alimento de línguas famintas&lt;br /&gt;se o hoje virasse certeza, as horas se esqueceriam&lt;br /&gt;o tempo perdesse destreza, as noites não devolveriam&lt;br /&gt;o cheiro que o vento me trouxe, e um dia me pode levar&lt;br /&gt;se as léguas que um dia separem não hão de nos evaporar&lt;br /&gt;as gotas desses amanhãs fossem versos no afã de semente&lt;br /&gt;nem todo o tempo do mundo nos seria suficiente&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7344813-111749458156740040?l=soacomocaos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7344813/posts/default/111749458156740040'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7344813/posts/default/111749458156740040'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://soacomocaos.blogspot.com/2005/05/pedaos-do-vento.html' title='pedaços do vento'/><author><name>luizgabriel_lopes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03679547666898075302</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7344813.post-111703041412560677</id><published>2005-05-25T11:10:00.000-03:00</published><updated>2005-05-25T11:15:58.296-03:00</updated><title type='text'>silêncios</title><content type='html'>O tímido cair da noite chora em respeito à minha dor. Com um ar de dias desbotados, a lágrima engole-se no olho e nega-se ao mundo. Alma desfolhada, cansada, lateja ébria sua exaustão doce.&lt;br /&gt;Para além do elo tácito que nos desune, nossa história engoliu cacos de horas caídas ao chão. O tempo não poderia esperar por nós. Enquanto ela se afastava, o mundo de folhas secas desabotoou-se sob o céu escuro. Embaixo das marquises, a chuva é um amigo mais velho que se compadece e sorri saudades mortas, gritadas de cima das casas molhadas e indefesas.&lt;br /&gt;Entre as paredes e pernas, arrancam-se as blusas, os peitos nus se beijam, os olhos se cruzam, o amanhã não se sabe. A chuva não pode levar a beleza de um dia triste.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7344813-111703041412560677?l=soacomocaos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7344813/posts/default/111703041412560677'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7344813/posts/default/111703041412560677'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://soacomocaos.blogspot.com/2005/05/silncios.html' title='silêncios'/><author><name>luizgabriel_lopes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03679547666898075302</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7344813.post-111671015742488450</id><published>2005-05-21T18:12:00.000-03:00</published><updated>2005-05-21T18:15:57.430-03:00</updated><title type='text'>pela tarde</title><content type='html'>celebrar-se doce inconseqüente&lt;br /&gt;mergulhar no seco eterno instante&lt;br /&gt;na lágrima que ri&lt;br /&gt;na face rente&lt;br /&gt;meu pranto só não hei de achar quem cante&lt;br /&gt;o tempo passa&lt;br /&gt;antes que se possa&lt;br /&gt;o olho pisca&lt;br /&gt;o beijo cala&lt;br /&gt;a história passa e não é a nossa&lt;br /&gt;o instante hostil emudece a fala&lt;br /&gt;o elo alarga&lt;br /&gt;(ela já não sabe)&lt;br /&gt;o que há de vir&lt;br /&gt;se o olho sua&lt;br /&gt;o que era antes hoje já não cabe&lt;br /&gt;ainda assim a tarde continua&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7344813-111671015742488450?l=soacomocaos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7344813/posts/default/111671015742488450'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7344813/posts/default/111671015742488450'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://soacomocaos.blogspot.com/2005/05/pela-tarde.html' title='pela tarde'/><author><name>luizgabriel_lopes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03679547666898075302</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7344813.post-111529147851027196</id><published>2005-05-05T08:08:00.000-03:00</published><updated>2005-05-05T08:11:18.513-03:00</updated><title type='text'>para os que estão longe</title><content type='html'>do instante que sente&lt;br /&gt;separa&lt;br /&gt;da história que pulsa&lt;br /&gt;parte&lt;br /&gt;dos tantos que vão&lt;br /&gt;(aonde?)&lt;br /&gt;sentido distinto&lt;br /&gt;sentimento de instinto&lt;br /&gt;diz tanto de nós&lt;br /&gt;amor de cerne&lt;br /&gt;carvalhos que somos&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7344813-111529147851027196?l=soacomocaos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7344813/posts/default/111529147851027196'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7344813/posts/default/111529147851027196'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://soacomocaos.blogspot.com/2005/05/para-os-que-esto-longe.html' title='para os que estão longe'/><author><name>luizgabriel_lopes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03679547666898075302</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7344813.post-111149782262884701</id><published>2005-03-22T10:22:00.000-03:00</published><updated>2005-03-22T10:27:31.816-03:00</updated><title type='text'>dentro do labirinto</title><content type='html'>Sua culpa explodiu em soluços fortes e confusos. Na face trêmula, como num ritual, lágrimas acres rasgavam a feição exaurida pela angústia. A dor refletia-se no horizonte escuro de nuvens vermelhas, roendo a paisagem numa lenta tortura.&lt;br /&gt;– Minha alma é uma árvore desfolhada.&lt;br /&gt;Por mais que o tempo soprasse, o gosto amargo do pranto contido sempre voltava à garganta. Por entre suspiros trôpegos, os dedos suavam gotas de remorso. Em súbita força de ímpeto, correu pelo buraco entre os vazios de luz, e num grito suado, mergulhou ávido no chão distante.&lt;br /&gt;– Que o tempo atravesse-me agudo e indolor.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7344813-111149782262884701?l=soacomocaos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7344813/posts/default/111149782262884701'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7344813/posts/default/111149782262884701'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://soacomocaos.blogspot.com/2005/03/dentro-do-labirinto.html' title='dentro do labirinto'/><author><name>luizgabriel_lopes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03679547666898075302</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7344813.post-110808554656448312</id><published>2005-02-10T23:19:00.000-02:00</published><updated>2005-02-10T23:32:26.563-02:00</updated><title type='text'>cinzas e pétalas</title><content type='html'>As ruas de pedra que nunca descem espetam os pés cansados. Os olhos, abluídos no vazio e embriagados pelo barulho dos ontens, calam. Pelos caminhos encharcados de um silêncio exausto, pedaços de histórias e restos de gente brotam ingênuos, refletindo gritos distantes. A cidade sangra.&lt;br /&gt;Talvez esquecida pela sujeira ébria, envolta na triste canção do vento, uma flor de pétalas negras brilha silenciosamente. Enquanto tudo se vai, ela espera no meio da rua. Espera, e lá poderia ficar para sempre, mas o tempo tratará de soprá-la para longe.&lt;br /&gt;Sua beleza é sua desgraça de ser só.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7344813-110808554656448312?l=soacomocaos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7344813/posts/default/110808554656448312'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7344813/posts/default/110808554656448312'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://soacomocaos.blogspot.com/2005/02/cinzas-e-ptalas.html' title='cinzas e pétalas'/><author><name>luizgabriel_lopes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03679547666898075302</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7344813.post-110721898149302511</id><published>2005-01-31T22:45:00.000-02:00</published><updated>2005-01-31T22:49:41.493-02:00</updated><title type='text'>(...)</title><content type='html'>a rua continua nua&lt;br /&gt;(eu na luz da sua lua)&lt;br /&gt;a rua continua nossa&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7344813-110721898149302511?l=soacomocaos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7344813/posts/default/110721898149302511'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7344813/posts/default/110721898149302511'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://soacomocaos.blogspot.com/2005/01/blog-post.html' title='(...)'/><author><name>luizgabriel_lopes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03679547666898075302</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7344813.post-110635655279528917</id><published>2005-01-21T23:14:00.000-02:00</published><updated>2005-01-21T23:15:52.796-02:00</updated><title type='text'>insônia</title><content type='html'>eu confuso&lt;br /&gt;o silêncio é uma voz abafada no escuro&lt;br /&gt;eu oscilo&lt;br /&gt;entre o aqui e o não&lt;br /&gt;ruídos da luz que não me entra por frestas&lt;br /&gt;resta-me a dúvida&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;arranco fios&lt;br /&gt;noite-em-claros&lt;br /&gt;foi-se aos berros a certeza&lt;br /&gt;eu paradoxo&lt;br /&gt;eterno desencontro de retas&lt;br /&gt;eu alguém&lt;br /&gt;que não conheço&lt;br /&gt;eu esqueço&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;rota incerta de sede eterna&lt;br /&gt;costas nuas, abertas ao acaso&lt;br /&gt;díspare fera: o hiato&lt;br /&gt;fere e profere a verdade do fato&lt;br /&gt;o septo do alvo&lt;br /&gt;disparo e parada&lt;br /&gt;“fira e confira a ferida”&lt;br /&gt;coágulo ávido a cicatrizar&lt;br /&gt;a dor que não cessa&lt;br /&gt;o óleo escancara&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;um gole de água já não entorpece as dores&lt;br /&gt;e os vazios&lt;br /&gt;inconstante por natureza&lt;br /&gt;múltiplo por formação&lt;br /&gt;eu&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7344813-110635655279528917?l=soacomocaos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7344813/posts/default/110635655279528917'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7344813/posts/default/110635655279528917'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://soacomocaos.blogspot.com/2005/01/insnia.html' title='insônia'/><author><name>luizgabriel_lopes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03679547666898075302</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7344813.post-110575456869158751</id><published>2005-01-15T01:01:00.000-02:00</published><updated>2005-01-15T00:04:44.356-02:00</updated><title type='text'>Do imenso peso</title><content type='html'>A palavra é obstáculo.&lt;br /&gt;O que realmente é, ou não é, é por demais intangível por nossa vã filosofia, calcada em linguagem que é. E o que é, pois, a verdade, que não vaga convenção aceita letargicamente por legiões narcotizadas pelo cotidiano? A razão e a lógica são amarras que nos impedem de alçar vôos mais ousados rumo ao cerne do ser. A verdade não se atinge pela palavra. A verdade não existe na palavra.&lt;br /&gt;Que é então a poesia, que não al(im)ento do poeta? Exercício de vaidade que reitera com ironia e petulância a consciência de sua incapacidade, de sua incompetência.&lt;br /&gt;A arte habita o além-discursivo, o além-sensorial: habita o além. Não almeja, pois, exprimir o inexprimível; o é, e assim se tem por fim.&lt;br /&gt;A palavra é o obstáculo.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7344813-110575456869158751?l=soacomocaos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7344813/posts/default/110575456869158751'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7344813/posts/default/110575456869158751'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://soacomocaos.blogspot.com/2005/01/do-imenso-peso.html' title='Do imenso peso'/><author><name>luizgabriel_lopes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03679547666898075302</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7344813.post-110498400017758558</id><published>2005-01-06T01:58:00.000-02:00</published><updated>2007-08-12T00:34:19.470-03:00</updated><title type='text'>o jardim</title><content type='html'>Em seu tarde-ser, nem toda árvore floria. Umas, regadas de mácula, quedavam em eterno outono; outras, por cursos indevidos d´água ou história, pereciam mudas no correr do tempo.&lt;br /&gt;E o tempo se fechava seco, dizendo “não” ao jardim. Faltavam saídas, sobravam pontas.&lt;br /&gt;O jardineiro a chorar seus fracassos em silêncio. Arde-lhe por dentro um amargor tênue, contínuo, emudecedor, não diluível em gestos lentos.&lt;br /&gt;O cenário se compadecia; imóvel, emitia um feixe de angústia que cortava os olhos dos que por ali passavam.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7344813-110498400017758558?l=soacomocaos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7344813/posts/default/110498400017758558'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7344813/posts/default/110498400017758558'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://soacomocaos.blogspot.com/2005/01/o-jardim.html' title='o jardim'/><author><name>luizgabriel_lopes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03679547666898075302</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7344813.post-110476301116055164</id><published>2005-01-03T13:32:00.000-02:00</published><updated>2007-08-12T00:32:17.932-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Pareço ter, inconscientemente, buscado o isolamento.&lt;br /&gt;Tendo a sentir-me estranhamente aconchegado nesse estado, recorrente, então. Há um silêncio caudaloso, de todas as ausências, inicia-se um extenso e difuso monólogo, vez por outra o ar estremece no som disforme de um verbo solto. O silêncio a transformar as dimensões do ruído, e tudo se põe a gritar, exagerar-se propositalmente. A quietude emite sombras, elas seguem, a se entrelaçar em sons distantes, à noite, ao torpor. Chego, e o vocabulário intenta atravessar o tempo das fagulhas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- A inércia é a metáfora da eternidade.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7344813-110476301116055164?l=soacomocaos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7344813/posts/default/110476301116055164'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7344813/posts/default/110476301116055164'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://soacomocaos.blogspot.com/2005/01/inrcia.html' title=''/><author><name>luizgabriel_lopes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03679547666898075302</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7344813.post-110174026455213245</id><published>2004-11-29T13:56:00.000-02:00</published><updated>2004-11-29T12:57:44.553-02:00</updated><title type='text'>cena</title><content type='html'>esfacelada&lt;br /&gt;falece na cela&lt;br /&gt;ex-faz ela sudar o chão&lt;br /&gt;a face ao lado não fala&lt;br /&gt;só ela, se ela ainda fosse&lt;br /&gt;(por fácil)&lt;br /&gt;resta o chão à face&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7344813-110174026455213245?l=soacomocaos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7344813/posts/default/110174026455213245'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7344813/posts/default/110174026455213245'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://soacomocaos.blogspot.com/2004/11/cena.html' title='cena'/><author><name>luizgabriel_lopes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03679547666898075302</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7344813.post-110011449312393051</id><published>2004-11-10T17:18:00.000-02:00</published><updated>2004-11-10T17:21:33.123-02:00</updated><title type='text'>seiva bruta</title><content type='html'>árvore muda&lt;br /&gt;o silêncio e o caos não podem comedi-la&lt;br /&gt;alguns metros de léu não podem co-medi-la&lt;br /&gt;a árvore é muda&lt;br /&gt;seu olhar para o céu é tão grave que clama&lt;br /&gt;ou chama&lt;br /&gt;a árvore muda&lt;br /&gt;pingam gotas de verde-seco&lt;br /&gt;pranto em plasma e seiva bruta&lt;br /&gt;a árvore muta&lt;br /&gt;árvore-shiva&lt;br /&gt;multibraços que bailam o nada e o rasgam&lt;br /&gt;a árvore já não&lt;br /&gt;cresce&lt;br /&gt;ressoa o silêncio e em tempo se esquece&lt;br /&gt;permanece&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7344813-110011449312393051?l=soacomocaos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7344813/posts/default/110011449312393051'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7344813/posts/default/110011449312393051'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://soacomocaos.blogspot.com/2004/11/seiva-bruta.html' title='seiva bruta'/><author><name>luizgabriel_lopes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03679547666898075302</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7344813.post-109966761825166866</id><published>2004-11-05T13:10:00.000-02:00</published><updated>2004-11-05T13:13:38.250-02:00</updated><title type='text'>Quando as pálpebras se escancaram</title><content type='html'>A tristeza respingou preto na pureza das vidraças. Pingavam máculas de sangue roto, vomitadas por olhos cansados e perdidos. Chovia um zumbido agudo e constante de dor.&lt;br /&gt;Exaurida pelo sofrimento, ela chorava sobre as colchas que exalavam indiferença; afogava-se num desespero empoeirado, que engolia aos goles seus últimos lampejos de consciência. &lt;br /&gt;Sozinha na tempestade, suas lágrimas lavaram seus pecados num pranto solene; nódoas de abismo se tatuaram no seio de sua solidão.&lt;br /&gt;Logo levantou-se e engoliu os soluços, mãe de si mesma.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7344813-109966761825166866?l=soacomocaos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7344813/posts/default/109966761825166866'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7344813/posts/default/109966761825166866'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://soacomocaos.blogspot.com/2004/11/quando-as-plpebras-se-escancaram.html' title='Quando as pálpebras se escancaram'/><author><name>luizgabriel_lopes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03679547666898075302</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7344813.post-109803069135664572</id><published>2004-10-17T13:27:00.000-03:00</published><updated>2004-10-17T13:31:31.356-03:00</updated><title type='text'>a estrada em círculo</title><content type='html'>Tenho saudade de vocês, e a saudade me atravessa como as curvas de uma estrada em círculo. Novos horizontes são novos motivos para lamentar o chão empurrado que ficou para trás. Tenho saudades várias, porque vocês foram um pedaço de mim, e hoje são infelizes lascas de pele morta que vez por outra fazem coçar as nuvens da nostalgia.&lt;br /&gt;Tenho saudade de nós, do que éramos, fomos e não somos mais. Do tempo que era canção, e da brisa que batia na cara com gosto de certeza (d)e eternidade. Mais uma vez, o hoje era ali e sempre, por nós contemplado com a pura embriaguez de quem bebe avidamente as cores de vida que germinam por entre os dedos.&lt;br /&gt;Hoje o vento vem aos sussurros, sem dizer sim ou não. Hoje o vento é triste e carrega consigo a frustração de não poder laçar o tempo.&lt;br /&gt;Tenho saudade de mim.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7344813-109803069135664572?l=soacomocaos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7344813/posts/default/109803069135664572'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7344813/posts/default/109803069135664572'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://soacomocaos.blogspot.com/2004/10/estrada-em-crculo.html' title='a estrada em círculo'/><author><name>luizgabriel_lopes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03679547666898075302</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7344813.post-109706534666345262</id><published>2004-10-06T09:19:00.000-03:00</published><updated>2004-10-06T09:22:26.663-03:00</updated><title type='text'>antídoto</title><content type='html'>Arde tênue e constante entre meus olhos o peso de uma nuvem. Cumulus nimbus de culpa, negra qual a água rota que carrega em fúrias de chover e aliviar-se. Sim, eu podia chorar minhas vísceras e diluir todo meu arrependimento; o erro é a parte de nossa integridade que vacila e rasga, sem às vezes respeitar à consciência. &lt;br /&gt;Minhas vertigens se anulam pelo imenso peso que carrego. Sinto-me desesperadamente preso ao chão, envolto em águas sujas de mágoa. Disparo lágrimas contra todo o útero de meu sofrer, assisto inerte o desabrochar de meu mea-culpa.&lt;br /&gt;Eu podia fugir para alhures, buscar o morno casulo do anonimato, mas a cena quedaria inacabada, num eterno e covarde vir-a-explodir. A inércia do quadro se faria tortura de agudez incrível, e assim, me embriagaria na fonte de todo esse padecimento.&lt;br /&gt;Sim, eu poderia também continuar bêbado na deliciosa dor do errado inconsciente, mas a ressaca viria impetuosa e ácida. Pairar numa espiral do silêncio, leve em meio ao maremoto, não é possível quando se é alvo de mil vozes e olhares alheios - ou próprios.&lt;br /&gt;Hoje enxergo quão equivocados foram meus ímpetos. Sem flagelar-me ou lamber-me em autopiedades, ressôo e suo antídotos para minhas cãibras.&lt;br /&gt;Quisera eu a leveza dos cirros da inocência. Peço água e adormeço.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7344813-109706534666345262?l=soacomocaos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7344813/posts/default/109706534666345262'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7344813/posts/default/109706534666345262'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://soacomocaos.blogspot.com/2004/10/antdoto.html' title='antídoto'/><author><name>luizgabriel_lopes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03679547666898075302</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7344813.post-109533724739333282</id><published>2004-09-16T09:17:00.000-03:00</published><updated>2004-09-16T09:20:47.393-03:00</updated><title type='text'>confissão</title><content type='html'>Súbito, explodira entre os dois, em nuas verdades ébrias, um intenso banho de volúpia. Amor de incesto, pecaminoso, engolia-os em doces relâmpagos e embriagava os limites do que era proibido. O certo e o errado, agora, bailavam trôpegos como velhos amigos bêbados, entretidos pela crescente música ofegante de pêlos, cheiros, suores e gostos em alquimia. A insônia de seu orgásmico querer-mais vertia-se numa poesia suja, mas efemeramente bela. Por fim, os corpos já eram duas gotas de suor que podiam evaporar em paz.&lt;br /&gt;A cena sangrava às sábias olheiras da lua. Cúmplice, sabia ela que o hoje era ali, e por ora não permitia reflexões ou culpas.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7344813-109533724739333282?l=soacomocaos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7344813/posts/default/109533724739333282'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7344813/posts/default/109533724739333282'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://soacomocaos.blogspot.com/2004/09/confisso.html' title='confissão'/><author><name>luizgabriel_lopes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03679547666898075302</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7344813.post-109414609274513105</id><published>2004-09-02T14:22:00.000-03:00</published><updated>2004-09-02T14:28:12.746-03:00</updated><title type='text'>fantasma</title><content type='html'>Desnuda mente fêmea senta-se em meios-duros-fios de esquina. Em morna alvura, contempla plúmbeos belos bailares dos carros pelas vias – veias – da cidade. O asfalto escorre, opaco, plenas e várias sombras, incandescentes pupilas de luz e não-luz. Nas curvas faz-se o rastro, em visco, de seu ir pra não voltar.&lt;br /&gt;Absorta em pensamento de idéias-neblina, ela chora.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7344813-109414609274513105?l=soacomocaos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7344813/posts/default/109414609274513105'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7344813/posts/default/109414609274513105'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://soacomocaos.blogspot.com/2004/09/fantasma.html' title='fantasma'/><author><name>luizgabriel_lopes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03679547666898075302</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7344813.post-109167573350961826</id><published>2004-08-05T00:11:00.000-03:00</published><updated>2004-08-05T00:15:33.510-03:00</updated><title type='text'>abandono</title><content type='html'>Quase estático diante do crepitar da fogueira, ajoelhado, ele oscila em tremeres curtos e comedidos. O acaboclado rezar de palavras fortes e rápidas, os olhos e as mãos cerradas em minúcia e força, o corpo embebido em cristais de sol e suor. As vestes rotas e encardidas escorrem sobre a negra cútis.&lt;br /&gt;Um vento sibila, modelando os contornos do fogo a esmo. As preces logo ganham um tom de súplica e desespero. Sua aflição semeia um gosto ácido na garganta.Mimetizado pela escuridão da fria noite nublada, ele transpira dissabor, desilusão. Lateja em todas as artérias a dor que é só sua: abandono.&lt;br /&gt;Os olhos de gude se abrem, vermelhecidos pela ira de um pranto silencioso, contido, vão. Uma lágrima brota, em matizes de amargor. Pende pela face erodida até o chão, onde desvanece.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Impassível, o fogo assiste a tudo, em indiferente compaixão.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7344813-109167573350961826?l=soacomocaos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7344813/posts/default/109167573350961826'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7344813/posts/default/109167573350961826'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://soacomocaos.blogspot.com/2004/08/abandono.html' title='abandono'/><author><name>luizgabriel_lopes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03679547666898075302</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7344813.post-109113757661966781</id><published>2004-07-29T18:44:00.000-03:00</published><updated>2004-07-29T18:46:16.620-03:00</updated><title type='text'>materna</title><content type='html'>transpiro em senso, em sentidos-mil&lt;br /&gt;respiro imenso, penso em risco, vil&lt;br /&gt;vidas me abraçam pelos flancos, vãs&lt;br /&gt;vagando em prosa, em verso, a arte vai&lt;br /&gt;alimentando a alma de quem pare&lt;br /&gt;parir é sempre dolo, culpa, em série&lt;br /&gt;parir é cor que escorre e rasga a pele&lt;br /&gt;e em lágrima se vai de quem a gere&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7344813-109113757661966781?l=soacomocaos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7344813/posts/default/109113757661966781'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7344813/posts/default/109113757661966781'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://soacomocaos.blogspot.com/2004/07/materna.html' title='materna'/><author><name>luizgabriel_lopes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03679547666898075302</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7344813.post-108930256122058486</id><published>2004-07-08T12:45:00.000-03:00</published><updated>2004-07-08T13:02:41.220-03:00</updated><title type='text'>só em si</title><content type='html'>A sombra translúcida se acomoda na parede bege, gasta. Move-se lentamente, em ciclo. Estranho aconchego. Ares mornos de um quarto-refúgio. &lt;br /&gt;Sob colchas velhas, meu corpo lateja sensações híbridas de memórias recentes e contraditórias. Há uma tênue área cinza entre o conforto e o desespero.&lt;br /&gt;Os cantos das paredes me observam, do alto, cúmplices de minha solidão voluntária. Há um laivo de piedade em seu olhar. Mordaz ironia...! A penumbra toma nuances e formas várias. Dialoga, silente, com a música ao fundo, simples e bela. Despertam-me ambas curiosidade e introspecção, mescladas a algum intuito analítico vão.&lt;br /&gt;Minha sombra parece querer me testar. Não sei se sua companhia me agrada. Me sinto ameaçado por não estar só. Tornei-me ébrio da melancolia.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7344813-108930256122058486?l=soacomocaos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7344813/posts/default/108930256122058486'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7344813/posts/default/108930256122058486'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://soacomocaos.blogspot.com/2004/07/s-em-si.html' title='só em si'/><author><name>luizgabriel_lopes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03679547666898075302</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7344813.post-108826569702609609</id><published>2004-06-26T13:00:00.000-03:00</published><updated>2004-06-26T13:01:37.026-03:00</updated><title type='text'>náufraga</title><content type='html'>	Nascera em ambiente hostil. A casca frágil da tenra infância logo vertera-se em armadura pelo contato com a crueldade e a indiferença do asfalto. O gosto amargo da metrópole integrava seus sentidos.&lt;br /&gt;	Cresceu e não saiu do lugar. Cresceu forte, porém dúbia. O caos havia tatuado inúmeras sensações e lembranças distintas em sua própria história, de forma que ela se tornara algo cosmopolita ao extremo. A intensidade com que as múltiplas cenas se sucediam em seu trajeto tornaram-na um objeto-mosaico. E quantos não choraram e nela encontraram consolo...! E os que foram felizes ao seu lado, e os que rasgaram sua derme, suas vísceras, por ódio ou amor... Regada tantas vezes  por secreções humanas, construira sentimentos híbridos e intensos dos quais se embriagava nas noites frias.&lt;br /&gt;	A sucessão de luzes, ruídos e pessoas embalava sua solidão. Sua introspecção exalava silêncio. O ciclo sazonal de vida a que era submetida reconstruía todo o seu ser insistentemente. Mesmo assim, ainda era a mesma.&lt;br /&gt;	Posso vê-la balançar com o vento. Ferida pelo caos sem deixar de amá-lo, ela impõe-se viva num habitat que lhe é indiferente.&lt;br /&gt;	Bela. Uma árvore em meio à metrópole.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;								&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7344813-108826569702609609?l=soacomocaos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7344813/posts/default/108826569702609609'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7344813/posts/default/108826569702609609'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://soacomocaos.blogspot.com/2004/06/nufraga.html' title='&lt;strong&gt;náufraga&lt;/strong&gt;'/><author><name>luizgabriel_lopes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03679547666898075302</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7344813.post-108749102988188793</id><published>2004-06-17T13:48:00.000-03:00</published><updated>2004-06-17T13:50:29.880-03:00</updated><title type='text'>inconstância</title><content type='html'>meu leme é vesgo&lt;br /&gt;meu lema, a esmo&lt;br /&gt;depende do dia&lt;br /&gt;humores e ares&lt;br /&gt;da profundidade do corte,&lt;br /&gt;dos mares&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7344813-108749102988188793?l=soacomocaos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7344813/posts/default/108749102988188793'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7344813/posts/default/108749102988188793'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://soacomocaos.blogspot.com/2004/06/inconstncia.html' title='inconstância'/><author><name>luizgabriel_lopes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03679547666898075302</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry></feed>
